Taxista de Simões Filho acusa Semob de fazer cobrança indevida


Há seis anos como motorista de táxi em Simões Filho, José Lázaro procurou a reportagem do FALA SIMÕES FILHO para fazer uma denúncia sobre o que vem acontecendo na Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), cujo ocupante da pasta é Jackson Bonfim. De acordo com o profissional, o motivo da reclamação é a cobrança de um valor que, segundo ele, vem sendo feita de maneira indevida por parte do órgão.

Lázaro contou que, no começo do ano, aconteceu uma reunião com o prefeito e o secretário no Marta Alencar, centro de Simões Filho, para tratar da situação da classe, que tem mais de mil taxistas. Entretanto, de acordo com o taxista, as coisas tomaram outro rumo, iniciando tal cobrança. O profissional alega que não há tal regulamento estabelecido e que já entrou com uma liminar na Justiça.

“Gostaria de saber qual o motivo que está sendo cobrado esse valor, já que a gente paga  todos os valores cobrados. Do ponto de vista do taxista, existe uma perseguição por parte da secretaria”, disse.

Lázaro afirmou que o valor cobrado varia de R$ 600 a R$ 1.000, Segundo o profissional, parte da cobrança é feita pela Secretaria de Finanças.

Crítica ao presidente da Cootasf

O taxista aproveitou o espaço para fazer uma crítica ao presidente da Cooperativa de Taxistas de Simões Filho, conhecido como José Nilton. Para o profissional, o presidente da entidade tem “sede pelo poder”, pois está há quase uma década no cargo.

“O presidente é omisso com a categoria. Não sei o porquê de ele ainda estar no cargo, pois é um cara que só pensa nele e não na classe”, criticou. “Não vi muita coisa mudar, a não ser para beneficiar o grupo de pessoas próximas a ele. Não existe nenhum apoio por parte da associação”.

Concorrência

Segundo o taxista, outro problema é o crescimento de aplicativos como o Uber. De acordo com ele, a crise fez os profissionais deixassem o ofício de taxista.

“A cada dia que passa a classe enfrenta dificuldade com o crescimento do [aplicativo de transporte] Uber. Boa parte dos profissionais que paga imposto tem que lutar todo dia por uma viagem”, reclamou. “Tem taxista que fica o dia todo no ponto para conseguir uma viagem”.