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Simões Filho

Testemunha fala sobre ataque que deixou mortos e feridos em Simões Filho

“Na hora não pensei duas vezes e corri”, disse o auxiliar de serviço gerais Thailson Oliveira Reis, 29 anos, uma das testemunhas do ataque de traficantes que deixou dois mortos e outras duas pessoas feridas nesta quinta-feira (29), em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador. Segundo a polícia, o motivo seria uma rixa entre facções rivais.

No ataque, Felipe Matheus Reis Lima, 17, Ravelle Santos de Almeida, 22, foram baleados e socorridos pela Polícia Militar ao Hospital Eduardo Alencar, mas não resistiram. Já Eliezer Andrade Pereira, 51, e Jailson Nascimento Santos, 24, que ficaram feridos, também foram levados para o hospital e continuam internados.

Taílson, Ravelle, Eliezer e Jailson bebiam cerveja na calçada. Felipe estava com eles, mas apenas apreciava a conversa. “Essa é a única diversão da gente aqui à noite é beber e bater papo na rua”, disse Tailson.

Era por volta das 21h quando o crime aconteceu. Os bandidos pararam um carro prata na entrada da rua e seguiram andando. “Foi quando chegaram três caras encapuzados e um deles disse: ‘Não corre não’. E começou a atirar. Foi quando corri. O primeiro tiro ele deu de longe”, contou.

Ferido no rosto, Ravelle caiu na escadaria de uma casa, enquanto Felipe, também baleado no rosto, estava de bruços no chão. Já os sobreviventes conseguiram correr mesmo feridos. Pouco depois, policiais militares acionados chegaram à localidade e levaram todas as vítimas ao hospital. Peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) que estiveram na cena do crime encontraram estojos de pistolas 380 e 9 milímetros

Surpreso

O tio de Ravelle, o auxiliar de serviço gerais Erivaldo Gonçalves de Almeida, 49, ficou surpreso com a possibilidade de o crime está relacionado com uma briga entre facções. “Será que foi isso mesmo?  Meu sobrinho nunca foi preso. Ele estava parado, mas ganhava uns trocados ajudando o pai a carregar e descarregar caminhões na Ceasa de Simões Filho. Já as outras pessoas não sei”, declarou o Erisvaldo.

Há dois anos Ravelle concluiu a 8ª série. “De lá pra cá não estou mais”, contou o tio. O rapaz deixou uma filha de quatro anos que mora com a mãe em Itinga.

 

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