Empregos

Manutenção de plataformas de petróleo vai gerar 4,5 mil empregos – Veja como enviar seu currículo

consórcio QGI vagas

O inicio do mês de setembro, em 2016, foi de ótimas notícias para a cidade do Rio Grande. Em reunião, a Petrobras e o Consórcio QGI firmaram o contrato para a manutenção da montagem das plataformas P­75 e P­77, no Estaleiro da Honório Bicalho.

Após meses de desemprego, queda no movimento comercial e imobiliário na cidade – fatores ocasionados pelas indefinições sobre o futuro do Polo Naval – os empregos voltarão a ser gerados e, segundo projeções, serão cerca de 4,5 mil novas vagas já nos próximos meses.

Com forte empenho de lideranças políticas e sindicalistas,os diretores da Estatal e membros das empresas participantes do Consórcio QGI reuniram­-se novamente na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, a fim de debater os termos do contrato. Foram meses de indefinições sobre o futuro das duas plataformas, havia até a chance das mesmas serem enviadas para a China, o que ceifaria as chances de novas contratações no estaleiro rio­grandino e também geraria um enorme prejuízo para inúmeros fornecedores.

Dentre os desacordos entre Estatal e QGI, os principais seriam a exigência por parte da QGI de aditivos no contrato e a discordância sobre os prazos de conclusão dos projetos. Devido às expectativas positivas do acordo, na tarde de ontem, uma comissão de sindicalistas e trabalhadores desempregados do Polo Naval, acompanhados pelo prefeito Alexandre Lindenmeyer, foram recebidos pelo diretor de Engenharia da Petrobras Roberto Moro, que garantiu que o contrato entre a Estatal o Consórcio QGI estava firmado, porém, com algumas flexibilizações de ambas as partes. Luta de muitos.

O resultado positivo foi fruto de um trabalho duro de diversas lideranças, tendo como forte exemplo deste empenho o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e de São José do Norte. O presidente do Stimmmerg, Benito Gonçalves chegou a ficar sete dias amarrado em frente ao estaleiro da QGI, deixando o local na última terça­feira (30) para continuar com o protesto – acompanhado de cerca de 200 sindicalistas e trabalhadores desempregados do Polo Naval – em frente à sede da estatal no Rio de Janeiro. Segundo informações do Stimmmerg, durante a reunião com Mouro, muitos trabalhadores conversaram diretamente com o diretor a fim de elucidar a crise e a frustração causada com as demissões.

Segundo o sindicato, alguns sindicalistas chegaram a chorar ao relatarem a situação dos trabalhadores desempregados que não viam solução para suas situações. Ao saber do resultado da reunião, Benito Gonçalves não escondeu o contentamento. “Nossa vinda ao Rio de Janeiro foi extremamente positiva. O sindicato nunca desistiu da luta e nosso prefeito também foi fundamental para que as plataformas ficassem em Rio Grande. Foi um momento emocionante para nós e bonito de se ver a esperança de volta para os trabalhadores. É algo que não se vê todo o dia”, declarou.

O chefe do Executivo Municipal, Alexandre Lindenmeyer, acompanhou de perto as negociações entre as partes. Segundo ele, o acordo contratual foi fruto de uma luta conjunta. “Apesar da demora no acordo [foram mais de 30 reuniões], essa é uma grande vitória coletiva, a consagração de uma luta. Dentro de 30 dias, acreditamos que novos empregos já começarão a ser gerados e não tem como não se emocionar com toda essa expectativa para a cidade”, comentou. Sobre a participação de muitos na luta pela manutenção do Polo na cidade, Lindenmeyer citou o empenho do Stimmmerg, de diversas entidades rio­grandinas, da Câmara dos Vereadores e ainda a “grande articulação da própria comunidade”, concluiu. A construção das plataformas P­75 e P­77 pela QGI deve gerar entre 4 mil a 4,5 mil empregos diretos na cidade. Isto é, a metade dos atuais desempregados do Polo devem ser novamente absorvidos pelo mercado.

Relembre

No dia 16 de setembro de 2013, a presidente Dilma Rousseff realizou a assinatura dos contratos para a construção das plataformas P­75 e P­77, em evento realizado no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Na época, a presidente anunciou que o Polo Naval gaúcho, em aproximadamente 18 meses, teria 18 mil trabalhadores empregados. Em março deste ano, completou­-se o prazo estipulado pela presidente.

Porém, com a crise na Petrobras, desde que foi instaurada a operação Lava Jato, diversos trabalhadores do setor estão desempregados e muitos dos investimentos previstos não ocorreram. Contudo, mesmo com as afirmações por parte da Petrobras e do Governo Federal, no dia 6 de fevereiro deste ano, o consórcio QGI Brasil enviou uma carta à estatal, a qual informava que a empresa estaria ‘desistindo’ de construir as plataformas P­75 e P­77. Na carta, a empresa alegou que o motivo seria a falta de recursos para realizar as obras, ou seja, a falta de liberação por parte da Estatal dos chamados “aditivos”, ocasionando assim milhares de demissões no setor. Atualmente, segundo o Stimmmerg, são cerca de 9 mil trabalhadores sem emprego.

Candidatura

Para participar do processo de seleção e concorrer a uma das 4,5 mil vagas anunciadas,  a QGI disponibilizou um e­mail para o envio de currículos dos profissionais. Os trabalhadores interessados em trabalhar na construção naval, independente da função, podem encaminhar o currículo atualizado para rh@qgibraisil.com.br  e informar o nome da função a qual pretende atuar.

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