Simões Filho

Igrejas evangélicas de Simões Filho realizaram Marcha para denunciar a violência do município

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Igreja evangélicas do município de Simões Filho, localizado  a  31 km da capital baiana,  realizaram na tarde desta terça-feira (15),  a VIII Marcha Profética com o intuito de denunciar os altos índices de violência na cidade.

Neuma de Oliveira, vice-diretora do Grupo Pétalas de Rosas, desenvolve projetos sociais voltados ao empoderamento das mulheres de Simões Filho. Para a liderança comunitária, a  Marcha Profética tem como objetivo pedir que a paz reine no município. ” Algumas Congregações evangélicas resolveram promover  essa marcha para que a sociedade civil e o poder público percebam que estamos sofrendo com a violência! Eles precisam enxergar as demandas da população! , frisou a militante, que também integra uma igreja evangélica do local, lembrando ainda  que cerca de 37% a  40% da população do município são evangélicos.  

A pedagoga e dona de casa, Dilma Gomes, 53 anos, lembrou que a Igreja ” Evangelho Quadrangular” comemorou 65 anos com a realização da Marcha. ” Pretendemos pedir a Deus que tire todo espírito de morte do município de Simões Filho. A cada dia presenciamos jovens que tem suas vidas ceifadas entre 14 a 28 anos . O nosso trabalho consiste em tirar os jovens da criminalidade! Ou Jesus ou a morte !”, pontuou a evangélica.

A militante e representante da Secretaria de Direitos Humanos, da Executiva Estadual do PSOL, Cleide Coutinho, participou da atividade e  enfatizou que a cidade  possui o maior índice de violência contra os jovens negros da periferia do país.  “Apesar de ser pequena, a cidade, infelizmente,  vem se destacando pelo elevado percentual de homicídios da juventude negra. Precisamos de mais opções de trabalho e lazer. O jovem precisa tem uma opção de escolha!”, ressaltou.

Segundo Coutinho, a guerra não é contra as drogas é contra os jovens. ” Você abre as páginas do noticiário diariamente e constata todos os dias  registros de homicídios. As mortes, geralmente, são causadas devido o tráfico de drogas.”, frisou a liderança. ( Jaqueline Barreto)

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