Simões Filho

Homem suspeito de estuprar enteadas morre após ser espancado por populares

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A suspeita de que duas garotas, de 11 e 18 anos, vinham sendo estupradas pelo padrasto em Simões Filho terminou na morte do suspeito por volta da meia-noite de quarta-feira (23), em Lauro de Freitas. José Santos Sobrinho, 46 anos, foi linchado na noite ainda reclamou que não tinham terminado o serviço e ainda tinham chamado eles pra buscar o corpo. Aí levaram ele, não sei se pra delegacia ou pro hospital”, contou.

A assessoria da Polícia Militar se posicionou sobre a situação relatada solicitando que a denúncia da testemunha seja formalizada na Ouvidoria do órgão para que o fato seja investigado. Segundo a Central de Polícias, a PM foi acionada e conseguiu socorrer o homem ao Hospital Menandro de Faria, em Lauro de Freitas, também na RMS, onde deu entrada por volta das 21h.

Liberado
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), José Santos Sobrinho foi atendido por um cirurgião e passou por exames que não apontaram a necessidade de que ele ficasse internado. O homem, então, foi liberado e levado pela PM numa viatura até a 12ª Delegacia (Itapuã), responsável pela área do Barro Duro, para ser apresentado.

No entanto, de acordo com a delegada plantonista da unidade, Marialda Souza dos Santos, José não chegou a ser apresentado, porque sofreu uma crise convulsiva. “Ele chegou a ser levado para o hospital e trazido para a delegacia, mas nem chegou a ser apresentado, porque voltou a passar mal e foi levado de volta para o hospital, onde morreu por volta de meia-noite, mas só informaram aqui à delegacia hoje às 6h”, disse a delegada.

Depoimentos
Ainda na noite de terça, uma das vítimas – a garota de 18 anos -, a mãe dela e uma professora, que foi quem desconfiou dos abusos, segundo a delegada, foram conduzidos à Central de Flagrantes, onde prestaram depoimento. Segundo a delegada, a mãe das meninas foi ouvida na quarta-feira, mas prestará um novo depoimento. Muito abalada, ela não conseguiu dizer muitos detalhes.

“Ela disse que não tinha conhecimento nenhum e que ficou sabendo (dos abusos) através da professora. Disse que não desconfiava de nada”, contou a delegada Marialda, o que contraria a versão da vizinha, de que a agressão teria sido flagrada pela mãe das meninas. O depoimento da garota de 18 anos foi encaminhado pelo delegado Roberto César Nunes, da Central de Flagrantes, para a 12ª Delegacia, onde o caso será investigado. Já a menina de 11 anos não foi ouvida ainda. “Estou tentando localizá-la para ouvi-la também”, disse Marialda.

Autoria ignorada
Na manhã de quarta-feira, policiais do Serviço de Investigação da 12ª Delegacia foram à Praça do Barro Duro na tentativa de identificar os autores do linchamento. A delegada, no entanto, acredita ser difícil identificar as pessoas. “Infelizmente, é muito difícil identificar autores de linchamentos, porque em virtude da população ser levada por uma ‘revolta’, o que não justifica, uns acobertam os outros. Se fosse um lugar com câmeras, a gente ainda conseguiria, mas lá não tem. Eu mandei o pessoal do SI lá, mas de antemão te digo que vai ser muito difícil identificar os autores”, declarou.

Na tarde de quarta-feira, um parente de José Santos Sobrinho foi até o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR) para liberar o corpo do homem, mas não quis falar sobre o crime. “Eu preciso não dizer nada porque isso foi uma coisa que abalou demais a nossa família”, disse. O rapaz, que não se identificou, também não disse onde e quando será o sepultamento de José.

desta terça (22) na Praça do Barro Duro, próximo ao residencial Jardim Campo Verde, em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador (RMS).

O caso foi registrado junto à Central de Polícias (Centel) às 19h55 da terça-feira, quando foi informado que um homem havia sido amarrado na praça e estava sendo espancado por populares. “A senhora que é mãe das meninas flagrou o marido estuprando uma das filhas há uma semana e comentou. Os moradores souberam e lincharam o homem ontem”, disse uma moradora do local, que não quis se identificar.

Ainda segundo a moradora, a Polícia Militar foi chamada ao local duas vezes. “Primeiro eles vieram, mas não fizeram nada. Depois, chamaram de novo e o policial

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