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Comando diz que vai expulsar os militares envolvidos com tráfico

O CMO (Comando Militar do Oeste) do Exército brasileiro informou ter aberto Inquérito Policial-Militar para apurar a prisão dos três cabos que transportavam três toneladas de maconha em caminhão da corporação. Em nota, o CMO informa que a apuração do caso “terá prioridade máxima para elucidação dos fatos, bem como para a rigorosa aplicação da lei e dos regulamentos”.

Já o Centro de Comunicação Social do Exército, em Brasília, divulgou nota informando que os militares envolvidos no transporte da droga serão expulsos. “O Exército Brasileiro não admite atos desta natureza que ferem os princípios e valores mais caros sustentados pelos integrantes da Força. Diante da gravidade do fato, que desonra a instituição e atinge a nossa sociedade, os militares encontram-se presos e serão expulsos do Exército.”

“O Exército Brasileiro agradece, desde já, o eficiente trabalho dos órgãos de segurança pública do Estado de São Paulo, colocando-se à disposição para apoiar as investigações na busca do rigoroso esclarecimento das circunstâncias que envolveram a ocorrência policial”, continua o texto, antes de dizer que “a Força Terrestre procederá minuciosa investigação na Organização Militar de onde os militares e a viatura são oriundos, com o objetivo de corrigir procedimentos de segurança, para que falhas desta natureza não voltem a ocorrer”.

Em uma terceira nota, o Comando Militar do Sudeste – responsável pelo Estado de São Paulo – informou ainda que “tanto o tráfico de drogas, bem como o seu porte e consumo são crimes militares capitulados no Código Penal Militar”. Dois homens com coletes do PIC (Pelotão de Investigações Criminais) do Exército — cujas patentes não foram divulgadas — estavam na sede do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico) na tarde de domingo (28) enquanto os detalhes do caso eram divulgados. Eles não falaram com os jornalistas.

O cabo Higor Abdalla Costa Attente é membro do Exército desde 2012. Já Maykon Coutinho Coelho está na Força desde 2009. Ambos têm remuneração mensal de R$ 2,4 mil, segundo o Portal da Transparência do governo federal. A reportagem não conseguiu contato com advogados dos militares. Os sites do governo não têm informações sobre o cabo Simão Raul, que ficou ferido.

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