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Dias d´Ávila

Adolescente de 17 anos mata duas garotas e confessa crime

Duas adolescentes foram assassinadas por um jovem de 17 anos em Cruz Machado, no Paraná. O rapaz, que estudava na mesma escola que elas, confessou o crime. Ele disse que matou uma das meninas porque ela não queria um relacionamento amoroso.

O jovem que confessou ter matado Camile Lourdes de Chagas, de 13 anos e Solange Roseli Vitek, de 16 anos, foi apreendido em casa pela Polícia Civil. O delegado responsável pelo caso contou que o adolescente caiu em contradição no segundo depoimento e acabou assumindo o assassinato das meninas.

Camile desapareceu em dezembro de 2015 e Solange foi vista pela última vez em abril de 2016. Em julho, os ossos e pertences que podem ser de Solange foram encontrados por um agricultor, no meio de um milharal. Um mês depois, outra ossada e roupas foram achadas no meio de uma mata fechada. A Polícia acredita que seja de Camile, a primeira garota a desaparecer.

Segundo a Polícia, o jovem contou que o que motivou a morte de Camile foi amor não correspondido. Ele afirma que foi esnobado pela garota por diversas vezes e por isso planejou a morte dela. A ideia era abordar a menina no momento que ela costumava pegar o ônibus para ir à escola, mas quando a viu saindo da casa de uma vizinha, ele resolveu agir.

Segundo a Polícia, Solange teria sido morta porque insinuou ao rapaz que sabia que ele havia matado Camile. De acordo com o delegado, o jovem usou uma faca para ameaçar as garotas. O menor afirma que não houve crime sexual e que as duas foram assassinadas por asfixia. O adolescente morava na mesma comunidade rural das meninas. Ele também estudou na mesma escola das garotas, mas abandonou os estudos em outubro do ano passado.

Ele não tinha passagem pela Polícia e vai ficar apreendido na delegacia de União da Vitória, no Paraná. O jovem vai ser ouvido novamente pelos policiais para continuar a investigação. “Nos forneceu muitos detalhes, que apenas quem esteve no local saberia. Então confirma, sem sombra de dúvidas, a participação dele. Mas ele pode estar ocultando detalhes ainda mais importantes, como a possível participação de terceiros e detalhes da execução do crime. Nós vamos tentar, na medida do possível, confrontar com provas técnicas, com perícia e com reconstituição dos fatos”, declara Rafael Pereira, o delegado responsável pelo caso.

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